Tuesday, December 30, 2008

Can you?

Can you please let me in?
Cross the line you've set,
barge gently upon your smile
and kiss you as if we just met?

Can you please look at me?
Tell me why I can feel
the pain and strain again,
as I want this to be real?

Can you please say yes?
Touch my lonely skin,
tend my confused heart,
as something that has been?

Can you?

Can you please tell me?
Share your loving secrets,
whisper them so slowly,
with no sorrow or regrets?

Please, will you say
what it is that you think?
Will you hold them tight,
these choices that I bring?

Can you? Or can you not?
I solely expect your voice,
to bring me to my peace.
Yes or no? What's the answer?

F.M.

Wednesday, November 05, 2008

Sussuro

Sem voz no silêncio te oiço,
incapaz de contigo viver solidão.
Enjaulado no mundo em ti,
respiro por meio do meu coração,
em tristeza, mágoa e saudade.


Elevo-me no som que produzes,
distraidamente. Revejo-me perdido
em olhares que me assombram.
Sussurras-me na pele o teu sentido,
de amor, unicamente por mim.

F.M.

Tuesday, September 23, 2008

Triste Rosa

Acho que não sinto,
vejo que não sou,
um ser amado por liberdade.
Por criação da saudade.

A chuva pinta secas gotas
em óleo nas minhas mãos,
borrões ilustres de pobreza.
Tela branca de incerteza.

Outono obscurecido pelo sol
da noite e a estrela baça,
que nem de norte nem de sul
ilumina o céu que era azul.

Falo breve de amor,
sentimento gelado e ígneo.
Floresce a ilusão ditosa,
e morre só, como uma triste rosa.

Será amor o que sinto?

23/09/2008

F.M.

Tuesday, July 08, 2008

Dormindo sou o que devo ser

Oiço um sino tocando na noite,
em surdina visível ao meu olhar.
Ensopa-me os ossos, rompendo
leves tristezas ausentes no ar,
saudades do que é amar.

Em concha se abre o meu dia,
regozijando a noite ter quebrado.
Crepita na minha carne, acordando
dormente sentimento pesado,
como uma bela música de fado.

Porque razão devo acordar?
Dormindo sou o que devo ser.
Sopra-me na alma, mostrando
a vaga ideia que penso ter,
algum dia me venha a conhecer.

07/07/2008

F.M.

Monday, November 26, 2007

Quebraste

Com cuidado tocaste no fundo
e mesmo estando partidas voltaste a quebrar
as ondas revoltas do mar de cloreto de sódio
que lentamente cantavam ao cair do teu rosto
tão perfeito e belo.
Sempre tudo foi tão claro,
ilustração sem falhas do despercebido real
que atormenta com prazer a minha vida
que só faz sentido com o turbilhão constante,
a tua presença.


É em chão duro e liso que me afundo sem parar
sem energia e sem o odor da vontade inata
com a inercia e o movimento das trevas
que rasgam, destroem e me corrompem
ao ponto de encontrar a esperança.
Sou uma porta que não abre nem fecha
fechadura que dispensa de chave,
sem retoques de beleza ou luxo
que apenas reage à tua inocência fatal
e pureza desmedida.


F.M.

Sunday, November 04, 2007

É cá no alto...

É cá no alto onde sopra forte.
Onde não só areias e poeira conseguem voar,
Mesmo onde brilha quem não tem sorte,
Onde ganham força os que têm que lutar
E todos aqueles que têm arte para amar.

É cá no alto onde o sol mais brilha,
Por entre as folhas da breve árvore da vida,
Irrequieta e solitária na tenebrosa ilha,
Onde só os audazes encontram a saída,
Sabendo assim que a sua sina já foi lida.

É cá no alto onde vive esta saudade,
Por onde navegam, procurando por saber,
Onde começa o fim desta triste verdade,
Para aqueles que tudo têm a render,
Só para não sofrer, para não te perder.

F.M.

Tuesday, September 25, 2007

Em breve sim.

Tanto foi o tempo que passou desde que te vi.
Tanto foi o tempo que passou e nunca te esqueci.

Tanto tempo passou e ainda preciso de ti....

Saudades torturam-me com a tua ausência.
Saudades torturam-me por estar longe da tua linda inocência.

Saudades torturam-me porque me roubam da tua essência. Pura.

Em breve sim. Tudo isto irá passar por um dia, umas horas.

Duro sim, será ver-te partir.

Adoro-te*

Tuesday, September 18, 2007

Respiro fundo e lá estás tu.

Respiro fundo.

Levanto-me da minha cadeira velha, lenta e ruidosamente, como se fosse um velho rei abandonando o seu trono.
Olho pela janela, está escuro... Vejo aqueles pirilampos imóveis no tempo, lá no alto, a julgarem-me por algo que fiz e que já nem sei. O brilho da lua esboça um leve sorriso na minha cara. Faz-me lembrar de ti.
Abro a janela e sinto o ar fresco tocar-me e envolver-me suavemente na noite. Faz-me lembrar de ti.
Respiro fundo. Consigo sentir o aroma leve da montanha com um leve toque de brisa marítima. Doce. Faz-me lembrar de ti.

Respiro fundo. Estou seguro. Faz-me lembrar de ti.



F.M.

Saturday, September 15, 2007

One

My thoughts are made of paper and paint
And my feelings of iron and wood.
You'll never see my heart faint,
Because you're too perfect,
More beautiful than anyone should.

Simple things are what they are,
Complicated things are meant to be.
You're prettier than the most beautiful star,
And all I really need is you to hug me.

Insistently a breeze runs around my head,
Warm and friendly it makes me shiver.
You're definitly the one they said,
The One that makes me quiver.

F.M.

Thursday, September 06, 2007

Preciso de ti

É no tempo que passa que vejo,
Que poucas são as coisas constantes.
É no tempo que passa que desejo,
Poder ver-te só por uns instantes.

Vou só, sem ti, sem ela, mas vou.
Passar os dias e noites com alma,
A pensar em ti e ela com calma,
Na amizade e no amor que me conquistou.

Estou quente na amizade e na saudade,
e cansado da distância que se sente.
Tu sabes que o que eu quero na verdade,
é sentir o calor desse teu abraço quente.

F.M.