Friday, February 23, 2007

Fumo

Ecos ressaltam naquela barreira,
Ressoam na pelicula invisivel.
Afectam-me sempre de tal maneira
Tornando-me num ser irascível.

É o som que não suporto mais,
Silêncioso como um furacão.
Secam-me as glândulas lacrimais
e esconde-se a minha mágoa no rincão.

Com a mente eriçada por ti,
Reconheço factos desconhecidos
e situações vividas que jamais li.

Destilas todos os meus sentidos
e observas o amor que tenho por ti.
Limpaste-os em tempo enegrecidos.

Saturday, February 17, 2007

Distância

Porque estás tu distante?
Onde está o teu brilho?
Porque me voltas a meter na estante?
Guia-me de novo pelo teu trilho...

Porquê tal afastamento?
Serás cega e não vês,
que para mim é um tormento?
Mais um fim-de-semana, é o que prevês?

Esta distância tortura-me,
despedaça-me e magoa.
Diz que me engano, deslumbra-me,
que escrevi este poema à toa.

Amo-te sem qualquer duvida.
Não quero que te afastes.
Deixa-me fazer parte da tua vida,
das estruturas que edificastes.

F.M.

Tuesday, February 13, 2007

Brumas

Envolto em brumas quentes,
Sinto aquilo que tu sentes,
A razão pela qual tu mentes,
É por ir a favor das correntes.

Preso em nevoeiro cerrado,
Preso aqui do teu lado,
Agarrado à tua verdade,
Liberto a minha saudade.

Imovel aqui nos teus sonhos,
Imovel no teu coração.
Adoro o brilho dos teus olhos,
E sinto o calor da tua paixão.

F.M.