Monday, November 26, 2007

Quebraste

Com cuidado tocaste no fundo
e mesmo estando partidas voltaste a quebrar
as ondas revoltas do mar de cloreto de sódio
que lentamente cantavam ao cair do teu rosto
tão perfeito e belo.
Sempre tudo foi tão claro,
ilustração sem falhas do despercebido real
que atormenta com prazer a minha vida
que só faz sentido com o turbilhão constante,
a tua presença.


É em chão duro e liso que me afundo sem parar
sem energia e sem o odor da vontade inata
com a inercia e o movimento das trevas
que rasgam, destroem e me corrompem
ao ponto de encontrar a esperança.
Sou uma porta que não abre nem fecha
fechadura que dispensa de chave,
sem retoques de beleza ou luxo
que apenas reage à tua inocência fatal
e pureza desmedida.


F.M.

Sunday, November 04, 2007

É cá no alto...

É cá no alto onde sopra forte.
Onde não só areias e poeira conseguem voar,
Mesmo onde brilha quem não tem sorte,
Onde ganham força os que têm que lutar
E todos aqueles que têm arte para amar.

É cá no alto onde o sol mais brilha,
Por entre as folhas da breve árvore da vida,
Irrequieta e solitária na tenebrosa ilha,
Onde só os audazes encontram a saída,
Sabendo assim que a sua sina já foi lida.

É cá no alto onde vive esta saudade,
Por onde navegam, procurando por saber,
Onde começa o fim desta triste verdade,
Para aqueles que tudo têm a render,
Só para não sofrer, para não te perder.

F.M.

Tuesday, September 25, 2007

Em breve sim.

Tanto foi o tempo que passou desde que te vi.
Tanto foi o tempo que passou e nunca te esqueci.

Tanto tempo passou e ainda preciso de ti....

Saudades torturam-me com a tua ausência.
Saudades torturam-me por estar longe da tua linda inocência.

Saudades torturam-me porque me roubam da tua essência. Pura.

Em breve sim. Tudo isto irá passar por um dia, umas horas.

Duro sim, será ver-te partir.

Adoro-te*

Tuesday, September 18, 2007

Respiro fundo e lá estás tu.

Respiro fundo.

Levanto-me da minha cadeira velha, lenta e ruidosamente, como se fosse um velho rei abandonando o seu trono.
Olho pela janela, está escuro... Vejo aqueles pirilampos imóveis no tempo, lá no alto, a julgarem-me por algo que fiz e que já nem sei. O brilho da lua esboça um leve sorriso na minha cara. Faz-me lembrar de ti.
Abro a janela e sinto o ar fresco tocar-me e envolver-me suavemente na noite. Faz-me lembrar de ti.
Respiro fundo. Consigo sentir o aroma leve da montanha com um leve toque de brisa marítima. Doce. Faz-me lembrar de ti.

Respiro fundo. Estou seguro. Faz-me lembrar de ti.



F.M.

Saturday, September 15, 2007

One

My thoughts are made of paper and paint
And my feelings of iron and wood.
You'll never see my heart faint,
Because you're too perfect,
More beautiful than anyone should.

Simple things are what they are,
Complicated things are meant to be.
You're prettier than the most beautiful star,
And all I really need is you to hug me.

Insistently a breeze runs around my head,
Warm and friendly it makes me shiver.
You're definitly the one they said,
The One that makes me quiver.

F.M.

Thursday, September 06, 2007

Preciso de ti

É no tempo que passa que vejo,
Que poucas são as coisas constantes.
É no tempo que passa que desejo,
Poder ver-te só por uns instantes.

Vou só, sem ti, sem ela, mas vou.
Passar os dias e noites com alma,
A pensar em ti e ela com calma,
Na amizade e no amor que me conquistou.

Estou quente na amizade e na saudade,
e cansado da distância que se sente.
Tu sabes que o que eu quero na verdade,
é sentir o calor desse teu abraço quente.

F.M.

Friday, July 27, 2007

Broken Words

Broken words are made of me,
cropped and chopped, no sensibility.
Pre-made conceptions sign no papers,
are not restrained by their perpetrators.

Broken words are all you see,
maimed and carved out of reality.
Intrinsic feelings fade and go,
float away from this one man's show.

Broken words are what they are,
shattered and lost, my permanent scar.
A cursed hour that never ends,
my love and free will, that's all it bends.

F.M.

Friday, July 20, 2007

Continua feliz

Paralizada, envolvida por aquilo que chamamos tristeza, porque o que era bom chegou ao fim.
Não desesperes nunca minha flor, não deixes essas lágrimas correr pelo teu rosto. Não deixes que a tua voz soe baixo, que a tristeza te tolde os sentidos e te impeça de ouvir as palavras que te digo.
Não te percas em pensamentos que te impedem de sorrir, não te escondas pois então eu não te consigo achar.
Sê feliz mesmo quando as coisas não correm tão bem, sê feliz não só por mim mas por ti também. Sorri, e se precisas mesmo, por favor, chora no meu ombro.
Estou aqui por ti, para ti, sempre. Adoro-te flor. Só queria poder agarrar a tua mão agora e sentar-me a teu lado. Afastar essa tristeza com o meu carinho e fazer-te feliz.


Tuesday, July 17, 2007

Estás cá

Oiço o som das dunas,
o quebrar das ondas,
o mudar da maré.
Tudo muda, mas tu continuas lá.

O vento nas folhas,
a água da chuva,
uma velha canção.
Tudo muda, mas tu ainda lá estás.

O velho desaparece
e o novo nasce,
outra vez a vida brota.
Tudo muda, mas tu ainda estás cá.

Depois de morto e perdido,
o meu coração vai perdurar.
Vai conter o meu amor, amizade
tudo o que alguma vez senti por ti.



F.M.

Wednesday, July 04, 2007

Continuamente

Na dor física que sinto,
iluminado pelo escuro,
rasgado e quebrado eu finto
essas paredes altas, o muro.

Perco conta às viagens,
voltas infinitas que dei.
Vejo-me de novo em velhas paragens,
de regresso apenas ao que sei.

Vejo-me preso num coma,
profundo, sem significado.
Imagino este ilusório sarcoma,
destruíndo-me, sem ti a meu lado.

Quando a doença é falsa
e apenas tu és a cura,
sei que posso dançar esta valsa,
sem ti, só com a minha loucura.

Estes sentimentos são o que vejo,
fortes, tristes, difíceis de ilidir.
A vida é o que tenho de sobejo,
continuar em frente, sentir o que sentir.

F.M.

Tuesday, June 26, 2007

Lonely Again.

Let me be clean,
and set on fire so I can be seen.
The reason I'm dirty
is this lack of rain that makes my soul murky.

And lonely I am, again.

Why did you blow up?
Blow up the air in my face?
My thoughts now figure in a closeup
and I'm still thinking of what can I replace.

Why did you shatter?
Why did you break?
Now nothing else matters
but to heal, for my heart's sake.

And lonely I am, again.

I gave you all,
and asked nothing back.
Why do you make me crawl,
and make my heart stay rack?

I feel open, dissected.
Why did you commit perjury?
You left my heart neglected
and now I need emotional surgery.

Lonely I am, today.



F.M

Thursday, June 14, 2007

Tenho saudades

Fechei os olhos. Consegui ver-te lá a nadar na água daquela praia que agora só habita a minha memória. Vi-te a sorrir e a olhar, os teus olhos mais profundos do que esse mesmo mar.

Deitado à tua frente, sempre à espera de um sinal, imaginava o que seria partilhar um beijo contigo. Por entre chapéus e toalhas lá fomos até chegar o momento.

O beijo.

Gosto de recordar.

Tenho saudades *

Friday, May 25, 2007

Flor

Flor, porque te sentes só?
Porque te sentes tu assim?
Quando de noite tens a lua.
Quando de dia me tens a mim.

Flor, diz-me porque choras.
Diz-me agora porque gritas.
Explica-me por favor, flor,
Que magia é a que em mim suscitas.

Flor, porque brilham as tuas pétalas?
Porque é doce a tua fragrância?
A razão é o meu amor.
Refinada razão sem substância.

Flor, simbolizas o amor.
Simbolizas a beleza.
És um íman positivo,
Afastas toda a tristeza.

F.M.

Wednesday, April 25, 2007

Mirror (Letra para música)

When I look in the mirror all I see
is this real fantasy my life became, today...

When I look above my shoulder all I see
is the blank spots in the desert of my past,
Oh no...

[Chorus]
Hold my hand,
Hold my hand,
and lead me trough,
lead me trough to you.
Oh... love.

Hold my hand,
Hold my hand,
and lead me trough,
trough the sky so blue.
Oh... love.

Oh, I can only look straight forward
or right behind...
Well just tug my hand and lead me forward,
oh just like a sign.

When I try to hold your hands, you disapear...
I try to find you in the darkness but,
sometimes I can't see...

I remember the time when everything was good,
and the song of a dove came flying above.
Oh no...

[Chorus]

When I look into my past, oh I can't see...
You're blocking my way, you're blocking my heart,
oh like a clog in my veins..

Will you hold me tonight? If not I'll leave you behind.
Can you stay here with me, or do you think it's time for an end?
Oh no love... No no.

[Chorus]

Hold my hand.
Hold my hand.
Lead me trough,
Lead me trough my end. Oh.... love.

Composta por Flávio Murilhas

Monday, April 09, 2007

Tempestade

Trovões ecoam nos cantos,
ribombam nas paredes nuas.
Dançando à luz de tantos
relâmpagos... Agora abluas.

A chuva desce em camara lenta,
toca na tua face que brilha.
Sente a água morna que te acalenta,
agora estás livre da velha golilha.

O nevoeiro cobre o meu corpo,
anestesia física e da mente.
Coloide frio que eu encorpo,
coma que eu aceito cabalmente.

Na neve quente do Inverno Primaveril
Cantas como um pássaro agora mudo.
Retratando um recem-nascido pueril,
É o teu amor inocente que transmudo.

F.M.

Wednesday, April 04, 2007

Gotas


Gotas saltam ao impacto
Tocam e padecem suaves
Onde estava seco
Está agora húmido ao tacto.

Gotas descem sem medo
Caem de pensamento solto.
Sentem o ar frio
desta hora, de manhã cedo.

Gotas reflectem o céu,
o sol e a lua.
Reflectem os teus olhos
mesmo debaixo desse véu.

Gotas escorrem em ti,
molham essa tua barreira.
Quebram finalmente o véu
e mostram o amor que tens por mim.

F.M.

Monday, April 02, 2007

Practise

You need no skills,
You're too often erratic.
You can't run off the mills,
but all you need is practice.

Practice practice
Practice your eyes so you can see.
Practice practice
Practice your ears so you can hear me.

It took you too long to be,
Someone else that I could see.
Take my hand, take me high,
To no longer wander by.

Practice practice
Practice your mind so you can realize.
Practice practice
Practice your own selfish misery.

Practice
Practice
Practice your speech so you can talk to me.

Practice
Practice
Practice your toughts so you can think of me.

F.M.

Monday, March 05, 2007

Pandora

Revolta, revolução quente.
Sente o turbilhão imóvel.
Causado por toda esta gente
fraca de espirito. Ignóbil.

Respira o pó da terra húmida
e sente a fragância forte.
Retrato de personalidade túmida,
que te despreza na hora da morte.

Rugidos surdos fazem eco,
mostram que não há solução.
Sinto-me inanimado como um boneco,
A divagar para fora do teu coração.

Hold me tight, hold me through.
Agarra e não me largues agora.
Aquela pessoa especial és tu.
You are my little box of Pandora.

F.M.

Friday, February 23, 2007

Fumo

Ecos ressaltam naquela barreira,
Ressoam na pelicula invisivel.
Afectam-me sempre de tal maneira
Tornando-me num ser irascível.

É o som que não suporto mais,
Silêncioso como um furacão.
Secam-me as glândulas lacrimais
e esconde-se a minha mágoa no rincão.

Com a mente eriçada por ti,
Reconheço factos desconhecidos
e situações vividas que jamais li.

Destilas todos os meus sentidos
e observas o amor que tenho por ti.
Limpaste-os em tempo enegrecidos.

Saturday, February 17, 2007

Distância

Porque estás tu distante?
Onde está o teu brilho?
Porque me voltas a meter na estante?
Guia-me de novo pelo teu trilho...

Porquê tal afastamento?
Serás cega e não vês,
que para mim é um tormento?
Mais um fim-de-semana, é o que prevês?

Esta distância tortura-me,
despedaça-me e magoa.
Diz que me engano, deslumbra-me,
que escrevi este poema à toa.

Amo-te sem qualquer duvida.
Não quero que te afastes.
Deixa-me fazer parte da tua vida,
das estruturas que edificastes.

F.M.

Tuesday, February 13, 2007

Brumas

Envolto em brumas quentes,
Sinto aquilo que tu sentes,
A razão pela qual tu mentes,
É por ir a favor das correntes.

Preso em nevoeiro cerrado,
Preso aqui do teu lado,
Agarrado à tua verdade,
Liberto a minha saudade.

Imovel aqui nos teus sonhos,
Imovel no teu coração.
Adoro o brilho dos teus olhos,
E sinto o calor da tua paixão.

F.M.

Monday, January 29, 2007

Consciousness

Set in stone, carved in fire
my mind was forged.
Resiliant and strong too,
my toughts are disgorged
and then set in glue.

An orb of knowledge is created
with its own imperfections.
As our own mind, incomplete,
provides its own reflections
about kinetic theory of heat.

It searches for more information
and more cultural cognition.
A permanent quest for exact facts,
an eternal run for completion,
trying not to keep the mind lax.

Then it realizes there is no end
for this life long pursuit.
The orb is broken and shattered,
fragments swallowed smooth.
Once again confused, scattered.

Inconditional elaboration
of the endless mind works.
The possible emancipation
of the free mind that lurks
away from the severed reality.

F.M.

Monday, January 22, 2007

No teu veneno

Fervilha lá no fundo e já arde,
Se começa agora já é tarde.
O fogo que não se vê é quente,
A cada passo sentes o ódio latente.

Sentimento dos mortos à tua face;
Raiva errónea que te devasse.
Todos os demónios que te castigam,
Te alimentem o que mastigam.

O ódio procria nas tuas entranhas,
Faz ninho e torna-te sempre assim.
O teu ego, mais alto que as montanhas.

Que sufoques nas mentiras sem fim,
Lá no asco daquelas tuas aranhas.
Morre no veneno dos teus lábios carmim.

F.M.

Tuesday, January 16, 2007

Natureza

O silêncio
hoje é ensurdecedor.
É o momento.
O sussuro nas folhas,
está fraco o vento.

É o barulho
que agora se ouve.
O sentimento.
O encontro da pedra,
com a água do rio lento.

Intermitências,
variações iguais.
É a ausência.
Sempre a chuva forte,
a manter-me em latência.

A sinfonia
da orquestra natural.
Significado.
É o por-do-sol triste,
que soa agora como um fado.

F.M.

Sunday, January 14, 2007

Intenso

Hoje estou mais sábio.
Estou mais consciente
do sabor do teu lábio.
Agora o meu coração
sabe o que realmente sente.

Agora tenho mais cuidado.
Seguro a tua mão na minha,
estou aqui do teu lado.
Sabes uma coisa amor?
Nunca te vou deixar sozinha.

Tenho de ser prudente.
Seguir o caminho da vida
lembrar-me que o coração não mente.
Não quero fechar o livro,
antes da história ser lida.

Sou fiel aos meus sentimentos.
Deixas-te a tua assinatura,
em todos os nossos momentos.
Sei que a nossa relação
não é sol de pouca dura.

Amo-te.

F.M.