Continuamente
Na dor física que sinto,
iluminado pelo escuro,
rasgado e quebrado eu finto
essas paredes altas, o muro.
Perco conta às viagens,
voltas infinitas que dei.
Vejo-me de novo em velhas paragens,
de regresso apenas ao que sei.
Vejo-me preso num coma,
profundo, sem significado.
Imagino este ilusório sarcoma,
destruíndo-me, sem ti a meu lado.
Quando a doença é falsa
e apenas tu és a cura,
sei que posso dançar esta valsa,
sem ti, só com a minha loucura.
Estes sentimentos são o que vejo,
fortes, tristes, difíceis de ilidir.
A vida é o que tenho de sobejo,
continuar em frente, sentir o que sentir.
F.M.
1 comment:
Para a frente sempre foi o caminho.
Estou aqui.
Hoje e para sempre *
Adoro-te tanto amigo gigante *
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