Sunday, November 12, 2006

Deserto de ideias

Momentos de espera eternos
o tempo a passar, todos estes Invernos
Cruéis e sem piedade
e tudo o que me deixas agora é a saudade.

Sempre assim vai ser
era o que estava destinado a acontecer
momentos passados com um sorriso
agora me levam para longe do paraíso.

Ás voltas na minha cama
para saber onde é que a pus,
a tentar descobrir o que aconteceu à chama
que nos aquecia e dava luz
pelas estradas tortas e caminhos direitos
que conduzem aos tempos perfeitos.

Os rios secaram quando eu tinha sede
Tudo morria quando eu tinha fome
e é assim que a tristeza se mede
e a velocidade a que a minha vida se consome.

Olho para os campos floridos sem flores
e para as florestas eternas sem árvores
de volta à doce melancolia
de uma vida vazia.

A tristeza enche os olhos dos felizes
à luz da felicidade maltratada
tal como uma pessoa mal-amada
vai de encontro às suas raízes.

Estás perto do longe
que esteve a meio caminho
perdido no inicio do fim.
Estás lá, estás cá
no fundo aqui sozinho
a vida é mesmo assim.

Flávio Murilhas

1 comment:

Anonymous said...

Eu já tive a oportunidade d ler esse lindo poema!
E gosto, gosto muito!
Elogio a tua capacidade d dizeres o q sentes, de mostrar o que queres e fazer analogias a coisas tão simples e delicadas.
Continua pq tens mesmo geito.


E sim, além d gostares da minha fruta perferida serás sempre um morango! não mudes, estas tão bem assim.. =)

Beijinho e abraço *