Monday, April 09, 2007

Tempestade

Trovões ecoam nos cantos,
ribombam nas paredes nuas.
Dançando à luz de tantos
relâmpagos... Agora abluas.

A chuva desce em camara lenta,
toca na tua face que brilha.
Sente a água morna que te acalenta,
agora estás livre da velha golilha.

O nevoeiro cobre o meu corpo,
anestesia física e da mente.
Coloide frio que eu encorpo,
coma que eu aceito cabalmente.

Na neve quente do Inverno Primaveril
Cantas como um pássaro agora mudo.
Retratando um recem-nascido pueril,
É o teu amor inocente que transmudo.

F.M.

2 comments:

Anonymous said...

com tanto poema que me faz sentir livre, leve e solta e sentir a suavidade da chuva, ainda viro sereia!! ;P LOL tambem gostei muito deste!! =)
Bora fazer um dueto de passaros mudos?! :P LOL

(eu dp interpreto! ;)) *****Beijos

Anonymous said...

Gosto!

Este moço tem mesmo jeitinho! xD
Gosto d ti